terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Reforma e contra- reforma.

[b]O Cristianismo nasceu da rejeição de Cristo por parte dos Israelitas, povo eleito de Deus, povo da promessa feita a Abraão (gen. 12:2), após duras perseguições áqueles que acreditaram e reconheceram Jesus com sendo O cristo, o quais passaram a ser chamados Cristãos.[Atos cap.2)


O cristianismo não nasceu em Roma, nem a Igreja católica foi pioneira.

A questão doutrinal da Igreja Católica por si só não está errada, o problema se constitui nos seus Dogmas, inaceitaveis por parte de algumas fações, levando a reformas, coma a protestante.

Por exemplo a Igreja vai-se gradualmente instituindo os seus dogmas, que é a base da doutrina oficial da mesma, sendo o último dogma (o da Assunção da Virgem Maria) proclamado solenemente apenas em 1950.

Os reformadores protestantes, no caso, não concordavam por exemplo com a composição do Cânone das Escrituras, a veneração de santos, penitençia como um meio de atingir a salvação, sendo a mesma salvação, na otica protestante, apenas atingida mediante a fé na redenção pelo sacrificio de Cristo, fé essa visivel através de arrependimento pessoal.

A reforma protestante foi um movimento que inicialmente pretendia reformar a Igreja Católica Romana, mas que culminou com a divisão desta e o consequente surgimento de várias outras denominações cristãs.

Após a reforma protestante veio a Contra-Reforma: reação católica à Reforma Protestante, também conhecida como Reforma Católica (concilio de Trento), que estabeleceu entre outras, a implantação da inquisição, ou tribunal do santo oficio.

Com a reforma protestante, surgiu a necessidade de reformas na igreja católica, a fim de reestruturá-la e barrar o avanço protestante que se tornava a religião oficial de muitos estados da Europa e, nas novas colônias do Novo Mundo.





95 Teses


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95 Teses



A "Disputação do Doutor Martinho Lutero sobre o Poder e Eficácia das Indulgências", conhecida como as 95 Teses, desafiou os ensinamentos da Igreja na natureza da penitência, a autoridade do papa e da utilidade das indulgências. As 95 teses impulsionaram o debate teológico que acabou por resultar no nascimento das tradições luteranas, reformadas e anabaptistas dentro do cristianismo. Este documento é considerado por muitos como um marco da Reforma Protestante.
 
Lutero afixou as 95 teses na porta da igreja castelo em Wittenberg, Alemanha, a 31 de Outubro de 1517. Alguns académicos questionaram a veracidade desta noção, notando que não existem relatos de contemporâneos para ela. Outros afirmaram que não houve necessidade de tais relatos pois esta acção era nos dias de Lutero o modo comum de anunciar eventos nas universidades do tempo.
 
 
   "Com um desejo ardente de trazer a verdade à luz, as seguintes teses serão defendidas em Wittenberg sob a presidência do Rev. Frei Martinho Lutero, Mestre de Artes, Mestre de Sagrada Teologia e Professor oficial da mesma. Ele, portanto, pede que todos os que não puderem estar presentes e disputar com ele verbalmente, façam-no por escrito.




Em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo.



Amém.



1. Ao dizer: "Fazei penitência", etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.



2. Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes).



3. No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne.



4. Por conseqüência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.



5. O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones.



6. O papa não tem o poder de perdoar culpa a não ser declarando ou confirmando que ela foi perdoada por Deus; ou, certamente, perdoados os casos que lhe são reservados. Se ele deixasse de observar essas limitações, a culpa permaneceria.



7. Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário.



8. Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos.



9. Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade.



10. Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório.



11. Essa cizânia de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.



12. Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição.



13. Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas.



14. Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais quanto menor for o amor.



15. Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero.



16. Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança.



17. Parece necessário, para as almas no purgatório, que o horror devesse diminuir à medida que o amor crescesse.



18. Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontrem fora do estado de mérito ou de crescimento no amor.



19. Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza disso.



20. Portanto, por remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.



21. Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa.



22. Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida.



23. Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.



24. Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.



25. O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular.



26. O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.



27. Pregam doutrina mundana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].



28. Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa[1], pode aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.



29. E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas, como na história contada a respeito de São Severino e São Pascoal?



30. Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.



31. Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo.



32. Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.



33. Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Ele.



34. Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos.



35. Os que ensinam que a contrição não é necessária para obter redenção ou indulgência, estão pregando doutrinas incompatíveis com o cristão.



36. Qualquer cristão que está verdadeiramente contrito tem remissão plena tanto da pena como da culpa, que são suas dívidas, mesmo sem uma carta de indulgência.



37. Qualquer cristão verdadeiro, vivo ou morto, participa de todos os benefícios de Cristo e da Igreja, que são dons de Deus, mesmo sem carta de indulgência.



38. Contudo, o perdão distribuído pelo papa não deve ser desprezado, pois – como disse – é uma declaração da remissão divina[2].



39. Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar simultaneamente perante o povo a liberalidade de indulgências e a verdadeira contrição.[3]



40. A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, ou pelo menos dá ocasião para tanto.[4]



41. Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor.[5]



42. Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.



43. Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.[6]



44. Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena.



45. Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.



46. Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência.



47. Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação.



48. Deve ensinar-se aos cristãos que, ao conceder perdões, o papa tem mais desejo (assim como tem mais necessidade) de oração devota em seu favor do que do dinheiro que se está pronto a pagar.



49. Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas.



50. Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.



51. Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto – como é seu dever – a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extorquem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro.



52. Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas.



53. São inimigos de Cristo e do Papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas.



54. Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que a ela.



55. A atitude do Papa necessariamente é: se as indulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias.



56. Os tesouros da Igreja, a partir dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo.



57. É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam.



58. Eles tampouco são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior.



59. S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época.



60. É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem estes tesouros.



61. Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos especiais, o poder do papa por si só é suficiente.[7]



62. O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.



63. Mas este tesouro é certamente o mais odiado, pois faz com que os primeiros sejam os últimos.



64. Em contrapartida, o tesouro das indulgências é certamente o mais benquisto, pois faz dos últimos os primeiros.



65. Portanto, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas.



66. Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens.



67. As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tais, na medida em que dão boa renda.



68. Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade da cruz.



69. Os bispos e curas têm a obrigação de admitir com toda a reverência os comissários de indulgências apostólicas.



70. Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbidos pelo papa.



71. Seja excomungado e amaldiçoado quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.



72. Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências.



73. Assim como o papa, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências,



74. muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, procuram fraudar a santa caridade e verdade.



75. A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes a ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura.



76. Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados venais no que se refere à sua culpa.



77. A afirmação de que nem mesmo São Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o Papa.



78. Dizemos contra isto que qualquer papa, mesmo São Pedro, tem maiores graças que essas, a saber, o Evangelho, as virtudes, as graças da administração (ou da cura), etc., como está escrito em I.Coríntios XII.



79. É blasfêmia dizer que a cruz com as armas do papa, insigneamente erguida, eqüivale à cruz de Cristo.



80. Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes sermões sejam difundidos entre o povo.



81. Essa licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil nem para os homens doutos defender a dignidade do papa contra calúnias ou questões, sem dúvida argutas, dos leigos.



82. Por exemplo: Por que o papa não esvazia o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas – o que seria a mais justa de todas as causas –, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica – que é uma causa tão insignificante?



83. Do mesmo modo: Por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo orar pelos redimidos?



84. Do mesmo modo: Que nova piedade de Deus e do papa é essa que, por causa do dinheiro, permite ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, mas não a redime por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta por amor gratuito?



85. Do mesmo modo: Por que os cânones penitenciais – de fato e por desuso já há muito revogados e mortos – ainda assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor?



86. Do mesmo modo: Por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos ricos mais crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis?



87. Do mesmo modo: O que é que o papa perdoa e concede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à plena remissão e participação?



88. Do mesmo modo: Que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remissões e participações cem vezes ao dia a qualquer dos fiéis?



89. Já que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do que o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências, outrora já concedidas, se são igualmente eficazes?



90. Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e fazer os cristãos infelizes.



91. Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.



92. Portanto, fora com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo "Paz, paz!" sem que haja paz!



93. Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo "Cruz! Cruz!" sem que haja cruz![8]



94. Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça, através das penas, da morte e do inferno.



95. E que confiem entrar no céu antes passando por muitas tribulações do que por meio da confiança da paz.



[1517 A.D.]







Notas Finais:



*Originalmente publicado em: Revista Espaço Acadêmico – Nº 34 – Março de 2004 – ISSN 1519.6186. Edição revista e estudo introdutório ampliado. Agradeço muito a leitura atenta e a sugestão de revisão do reverendo Günter M. Pfluck (Passo Fundo–RS), em 10 de setembro de 2008.



[1]Lutero refere-se à caixa de coleta de rendas oriundas da venda de “cartas de indulgência”. (Vide Tese 36)



[2]Observa neste trecho o quanto a postura de Lutero não é cismática, mas reformadora, pois reconhecia, pelo menos em 1517, o papel do Papa como intercessor.(Vide Teses 61, 69, 70, 71, 72, 73, 74, 75, 76, 77, 78, 79, 80, 81, 83, 84, 87, 89, 90, 91)



[3]No século XVII, Gregório da Mattos Guerra(1633-1696) voltaria, com sarcasmos, a este tema em seu poema-missiva “A Jesus Cristo Nosso Senhor”: Pequei, Senhor; mas não porque hei pecado./Da vossa clemência me despido,/porque, quanto mais tenho delinqüido,/vos tenho a perdoar mais empenhado./.../Eu sou, Senhor, a ovelha desgarrada./ Cobrai-a e não queirais, pastor divino,/perder na vossa ovelha a vossa glória. (MATOS, Gregório de. Poemas Escolhidos. São Paulo, Cultrix, 1976. p. 297).(Vide Teses 44, 49, 67, 76, 84, 93)



[4]Lutero é marcadamente agostiniano e, por isso, insiste no valor pedagógico do castigo, na utilidade do sofrimento, no recurso necessário aos métodos repressivos – tanto em matéria de fé quanto de política.(Vide Teses 94, 95)



[5]Em 1525, Lutero afirmaria abertamente que condenada estaria toda a obra que não nascesse do amor, no sentido da “charitas” de Cristo, o que significava que a “obra” concebida como “cálculo de indulgência” não teria o menor efeito, mesmo porque não caberia ao homem julgar a fé de outrem, pois somente Deus conheceria o que se passava no coração dos homens. O efeito disso, diferentemente do tom ainda conciliador de 1517, era tornar a instituição eclesiástica completamente desnecessária para reger o “mundo interior” do cristão.(Vide Teses 47, 48, 49, 51, 52, 53, 55, 57, 58, 65, 66)



[6]Esta tese tem dois alvos: em âmbito geral, a elite nobre e não-nobre alemã que desperdiçava recursos em encomendas de missas ou patrocínio de igrejas às custas da miséria ou exação de seus subordinados; em âmbito particular, o Cardeal Alberto de Brandeburgo(1490-1545). Para ter sua confirmação para o Arcebispado de Mayence em 1514, Alberto tinha que conseguir uma soma considerável e enviá-la para Roma. Para tanto, ele fez um empréstimo e o assentou, com autorização papal, sobre a arrecadação das indulgências vinculadas à construção da Basílica de São Pedro em Roma. Segundo o acordo entre Alberto e o Papado, metade do arrecadado iria para a construção da basílica e a outra metade para Alberto quitar suas dívidas provenientes da investidura no arcebispado. No final das contas, o Papa teria o conjunto das rendas de Brandeburgo vinculadas às indulgências.(Vide Teses 46, 47, 48, 50, 51, 52, 55, 56, 59, 65, 66, 82, 83, 85, 86, 88)



[7]Vide Tese 38.



[8]Com tal imprecação, Lutero espera uma reforma moral da Igreja e seu rebanho, o que significava a interiorização da fé, da contrição e da “charitas”.(Supra notas “3” e “5”)

sábado, 12 de dezembro de 2009

herois da fé - Jorge Whitefield

Jorge Whitefield



Pregador ao ar livre

(1714-1770)







Mais de 100 mil homens e mulheres rodeavam o pregador, há mais de duzentos anos, em Cambuslang, Escócia. As palavras do sermão, vivificadas pelo Espírito Santo, ouviam-se distintamente em todas as partes que formavam esse mar humano. É-nos difícil fazer uma idéia do vulto da multidão de 10 mil penitentes que responderam ao apelo para se entregarem ao Salvador. Estes acontecimentos servem-nos como um dos poucos exemplos do cumprimento das palavras de Jesus: "Na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque vou para meu Pai" (João 14.12).

Havia "como um fogo ardente encerrado nos ossos" deste pregador, que era Jorge Whitefield. Ardia nele um zelo santo de ver todas as pessoas libertas da escravidão do pecado. Durante um período de vinte e oito dias fez a incrível façanha de pregar a 10 mil pessoas diariamente. Sua voz se ouvia perfeitamente a mais de um quilômetro de distância, apesar de fraco de físico e de sofrer dos pulmões.Não havia prédio no qual coubessem os auditórios e, nos países onde pregou, armava seu púlpito nos campos, fora das cidades. Whitefield merece o título de príncipe dos pregadores ao ar livre, porque pregava em média dez vezes por semana, e isso fez durante um período de trinta e quatro anos, em grande parte sob o teto construído por Deus os céus.









A vida de Jorge Whitefield era um milagre. Nasceu em uma taberna de bebidas alcoólicas. Antes de completar três anos, seu pai faleceu. Sua mãe casou-se novamente, mas a Jorge foi permitido continuar os estudos na escola. Na pensão de sua mãe, fazia a limpeza dos quartos, lavava roupa e vendia bebidas no bar. Estranho que pareça e apesar de não ser salvo, interessava-se grandemente pela lei¬tura das Escrituras, lendo a Bíblia até alta noite prepa¬rando sermões. Na escola era conhecido como orador: Sua eloqüência era natural e espontânea, um dom extraordiná¬rio de Deus, dom que possuía sem ele mesmo saber.





Custeou os próprios estudos em Pembroke College, Oxford, servindo como garçom em um hotel. Depois de estar algum tempo em Oxford, ajuntou-se ao grupo de estudantes a que pertenciam João e Carlos Wesley. Passou muito tempo, como os demais do grupo, jejuando e esforçando-se para mortificar a carne, a fim de alcançar a salvação, sem compreender que "a verdadeira religião é a união da alma com Deus e a formação de Cristo em nós."









Acerca da sua salvação, escreveu algum tempo antes de morrer: "Sei o lugar onde... Todas as vezes que vou a Oxford, sinto-me impelido a ir primeiro a este lugar onde Jesus se revelou a mim, pela primeira vez, e me deu o novo nascimento".





Com a saúde abalada, talvez pelo excesso de estudo, Jorge voltou a casa para recuperá-la. Resolvido a não cair no indiferentismo, inaugurou uma classe bíblica para jo¬vens que, como ele, desejavam orar e crescer na graça de Deus. Visitavam diariamente os doentes e os pobres e, fre¬qüentemente, os prisioneiros nas cadeias, para orarem com eles e prestarem-lhes qualquer serviço manual que pudes¬sem. Jorge tinha no coração um plano que consistia em pre¬parar cem sermões e apresentar-se para ser separado para o ministério. Porém quando havia preparado apenas um sermão, seu zelo era tanto, que a igreja insistia em ordená-lo, tendo penas vinte e um anos apesar de ser regra não aceitar ninguém para tal cargo, com menos de 23 anos.









O dia antes da sua separação para o ministério, passou-o em jejum e oração. Acerca desse fato, ele escreveu: "À tarde, retirei-me para um alto, perto da cidade, onde orei com instância durante duas horas, pedindo a meu favor e também por aqueles que estavam para ser separados comigo. No domingo, levantei-me de madrugada e orei sobre o assunto da epístola de Paulo a Timóteo, especialmente sobre o preceito: 'Ninguém despreze a tua mocidade'. Quando o ancião me impôs as suas mãos, se meu vil coração não me engana, ofereci todo o meu espírito, alma e corpo para o serviço no santuário de Deus... Posso testificar; perante os céus e a terra, que dei-me a mim mesmo, quando o ancião me impôs as mãos, para ser um mártir por aquele que foi pregado na cruz em meu lugar".









Os lábios de Whitefield foram tocados pelo fogo divino do Espírito Santo na ocasião da sua separação para o mi¬nistério. No domingo seguinte, naquela época de gelo espi¬ritual, pregou pela primeira vez. Alguns se queixaram de que quinze dos ouvintes enlouqueceram ao ouvirem o sermão. O ancião, porém, compreendendo o que se passava, respondeu que seria muito bom, se os quinze não se esquecessem da sua "loucura" antes de chegar o outro domingo.





Whitefield nunca se esqueceu nem deixou de aplicar a si as seguintes palavras do Doutor Delaney: "Desejo, todas as vezes que subir ao púlpito, considerar essa oportunidade como a última que me é dada de pregar, e a última dada ao povo de ouvir". Alguém assim escreveu sobre uma de suas pregações: "Quase nunca pregava sem chorar e sei que as suas lágrimas eram sinceras. Ouvi-o dizer: 'Vós me censurais porque choro. Mas, como posso conter-me, quando não chorais por vós mesmos, apesar das vossas al¬mas mortais estarem a beira da destruição? Não sabeis se estais ouvindo o último sermão, ou não, ou se jamais tereis outra oportunidade de chegar a Cristo!" Chorava, às vezes, até parecer que estava morto e custava a recuperar as forças. Diz-se que os corações da maioria dos ouvintes eram derretidos pelo calor intenso de seu espírito, como prata na fornalha do refinador.









Quando estudante no colégio de Oxford, seu coração ardia de zelo e pequenos grupos de alunos se reuniam no seu quarto, diariamente; eles eram movidos, como os discípulos logo depois do derramamento do Espírito Santo, no Pentecoste. O Espírito continuou a operar poderosamente nele e por ele durante o resto da sua vida, porque nunca abandonou o costume de buscar a presença de Deus. Dividia o dia em três partes: oito horas sozinho com Deus e em estudos, oito horas para dormir e as refeições, oito horas para o trabalho entre o povo. De joelhos, lia, e orava sobre as leituras das Escrituras e recebia luz, vida e poder. Lemos que numa das suas visitas aos Estados Unidos, "passou a maior parte da viagem a bordo, sozinho em oração". Alguém escreveu sobre ele: "Seu coração encheu-se tanto dos céus que anelava por um lugar onde pudesse agradecer a Deus; e sozinho, durante horas, chorava comovido pelo amor consumidor do seu Senhor". Suas experiências no ministério confirmavam a sua fé na doutrina do Espírito Santo, como o Consolador ainda vivo, o poder de Deus operando atualmente entre nós.









A pregação de Jorge Whitefield era feita de forma tão vivida que parecia quase sobrenatural. Conta-se que, certa vez pregando a alguns marinheiros, descreveu um navio perdido num furacão. Tudo foi apresentado em manifestações tão reais que, quando chegou ao ponto de descrever o barco afundando, alguns marinheiros pularam dos assen¬tos, gritando: "Às baleeiras! Às baleeiras!". Em outro sermão falou acerca dum cego andando na direção dum precipício desconhecido. A cena foi tão real que, quando o pregador chegou ao ponto de descrever a chegada do cego à beira do profundo abismo, o camareiro-mor, Chesterfield, que assistia, deu um pulo gritando: "Meu Deus! ele desapareceu!"

O segredo, porém, da grande colheita de almas salvas não era a sua maravilhosa voz nem a sua grande eloqüência. Não era também porque o povo tivesse o coração aberto para receber o Evangelho, porque era tempo de grande decadência espiritual entre os crentes.









Também não foi porque lhe faltasse oposição. Repetidas vezes Whitefield pregou nos campos, porque as igrejas fecharam-lhe as portas. Às vezes nem os hotéis queriam aceitá-lo como hóspede. Em Basingstoke foi agredido a pauladas. Em Staffordshire atiraram-lhe torrões de terra. Em Moorfield destruíram a mesa que lhe servia de púlpito e arremessaram contra ele o lixo da feira. Em Evesham, as autoridades, antes de seu sermão, ameaçaram prendê-lo, se pregasse. Em Exeter, enquanto pregava a dez mil pessoas, foi apedrejado de tal forma que pensou haver chegado para ele a hora, como o ensangüentado Estevão, de ser imediatamente chamado à presença do Mestre. Em outro lugar, apedrejaram-no novamente, até ficar coberto de sangue. Verdadeiramente levava no corpo, até a morte, as marcas de Jesus.









O segredo de tais frutos na sua pregação era o seu amor para com Deus. Quando ainda muito novo, passava noites inteiras lendo a Bíblia, que muito amava. Depois de se converter, teve a primeira daquelas experiências de sentir-se arrebatado, ficando a sua alma inteiramente aberta, cheia, purificada, iluminada da glória e levada a sacrificar-se, inteiramente, ao seu Salvador. Desde então nunca mais foi indiferente em servir a Deus, mas regozijava-se no alvo de trabalhar de toda a sua alma, e de todas as suas forças, e de todo seu entendimento. Só achava interesse nos cultos e escreveu para sua mãe que nunca mais volta¬ria ao seu emprego. Consagrou a vida completamente a Cristo. E a manifestação exterior daquela vida nunca excedia a sua realidade interior, portanto, nunca mostrou cansaço nem diminuiu a marcha durante o resto de sua vida.









Apesar de tudo, ele escreveu: "A minha alma era seca como o deserto. Sentia-me como encerrado dentro duma armadura de ferro. Não podia ajoelhar-me sem estar toma¬do de grandes soluços e orava até ficar molhado de suor... Só Deus sabe quantas noites fiquei prostrado, de cama, ge¬mendo, por causa do que sentia, e ordenando, em nome de Jesus, que Satanás se apartasse de mim. Outras vezes pas¬sei dias e semanas inteiros prostrado em terra, suplicando para ser liberto dos pensamentos diabólicos que me distraíam. Interesse próprio, rebelião, orgulho e inveja me atormentavam, um após outro, até que resolvi vencê-los ou morrer. Lutei até Deus me conceder vitória sobre eles".





Jorge Whitefield considerava-se um peregrino errante no mundo, procurando almas. Nasceu, criou-se e diplomou-se na Inglaterra. Atravessou o Atlântico treze vezes. Visitou a Escócia quatorze vezes. Foi ao País de Gales vá¬rias vezes. Visitou uma vez a Holanda. Passou quatro me¬ses em Portugal. Nas Bermudas, ganhou muitas almas para Cristo, como nos demais lugares onde trabalhou.









Acerca do que sentiu em uma das viagens à colônia da Geórgia, Whitefield escreveu: 'Foram-me concedidas ma¬nifestações extraordinárias do alto. Cedo de manhã, ao meio-dia, ao anoitecer e à meia-noite, de fato durante o dia inteiro, o amado Jesus me visitava para renovar-me o cora¬ção. Se certas árvores perto de Stonehourse pudessem falar, contariam acerca da doce comunhão, que eu e algumas almas amadas desfrutamos ali com Deus, sempre bendito. Às vezes, quando de passeio, a minha alma fazia tais incursões pelas regiões celestes, que parecia pronta a abandonar o corpo. Outras vezes sentia-me tão vencido pela grandeza da majestade infinita de Deus, que me prostrava em terra e entregava-lhe a alma, como um papel em branco, para Ele escrever nela o que desejasse. De uma noite nunca me esquecerei. Relampejava excessivamente. Eu pregara a muitas pessoas e algumas ficaram receosas de voltar a casa. Senti-me dirigido a acompanhá-las e aproveitar o ensejo para as animar a se prepararem para a vinda do Filho do homem. Oh! que gozo senti na minha alma! Depois de voltar, enquanto alguns se levantavam das suas camas, assombrados pelos relâmpagos que andavam pelo chão e brilhavam duma parte do céu até outra, eu com mais um irmão ficamos no campo adorando, orando, exultando ao nosso Deus e desejando a revelação de Jesus dos céus, uma chama de fogo!"









- Como se pode esperar outra coisa a não ser que as multidões, a quem Whitefield



pregava, fossem levadas a buscar a mesma Presença? Na sua biografia há um grande número de exemplos como os seguintes: "Oh! quantas lágrimas foram derramadas, com forte clamor, pelo amor do querido Senhor Jesus! Alguns desmaiavam e quando recobravam as forças, ouviam e desmaiavam de novo. Outros gritavam como quem sente a ânsia da morte. E depois de eu findar o último discurso, eu mesmo senti-me tão vencido pelo amor de Deus que quase fiquei sem vida. Contudo, por fim, revivi e, depois de me alimentar um pouco, estava fortalecido bastante para viajar cerca de trinta quilômetros, até Nottingham. No caminho, a alma alegrou-se cantando hinos. Chegamos quase à meia-noite; depois de nos entregarmos a Deus em oração, deitamo-nos e descansamos na proteção do querido Senhor Jesus. Oh! Senhor, jamais existiu amor como o teu!"









Então Whitefield continuou, sem cansar: "No dia se¬guinte em Fog's Manor, a concorrência aos cultos foi tão grande como em Nottingham. O povo ficou tão quebrantado que, por todos os lados, vi pessoas banhadas em lágrimas. A palavra era mais cortante que espada de dois gumes e os gritos e gemidos alcançavam o coração mais endurecido. Alguns tinham semblantes pálidos como a palidez de morte; outros torciam as mãos, cheios de angústia; ainda outros foram prostrados ao chão, ao passo que outros caíam e eram aparados nos braços de amigos. A maior parte do povo levantava os olhos para os céus, clamando e pedindo a misericórdia de Deus. Eu, enquanto os contemplava, só podia pensar em uma coisa: o grande dia. Pareciam pessoas acordadas pela última trombeta, saindo dos seus túmulos para o juízo."









"O poder da presença divina nos acompanhou até Baskinridge, onde os arrependidos choravam e os salvos oravam, lado a lado. O indiferentismo de muitos transformou-se em assombro, e o assombro, depois, em grande alegria. Alcançou todas as classes, idades e caracteres. A embriaguez foi abandonada por aqueles que eram dominados por esse vício. Os que haviam praticado qualquer ato de injustiça foram tomados de remorso. Os que tinham furtado foram constrangidos a fazer restituição. Os vingativos pediram perdão. Os pastores ficaram ligados ao seu povo por um vínculo mais forte de compaixão. O culto doméstico foi iniciado nos lares. Os homens foram levados a estudar a Palavra de Deus e a terem comunhão com o seu Pai, nos céus".









Mas não foi somente os países populosos que o povo afluiu para o ouvir. Nos estados Unidos, quando eram ainda um país novo, ajuntaram-se grandes multidões dos que moravam longe um do outro, nas florestas. O famoso Ben¬jamim Franklin, no seu jornal, assim noticiou essas reu¬niões: "Quinta-feira o reverendo Whitefield partiu de nos¬sa cidade, acompanhado de cento e cinqüenta pessoas a cavalo, com destino a Chester, onde pregou a sete mil ou¬vintes, mais ou menos. Sexta-feira pregou duas vezes em Willings Town a quase cinco mil; no sábado, em Newcas¬tle, pregou a cerca de duas mil e quinhentas, e na tarde do mesmo dia, em Cristiana Bridge, pregou a quase três mil; no domingo, em White Clay Creek, pregou duas vezes (descansando uma meia hora entre os sermões a oito mil pessoas, das quais, cerca de três mil, tinha vindo a cavalo. Choveu a maior parte do tempo, porém, todos se conservaram em pé, ao ar livre".





Como Deus estendeu a sua mão para operar prodígios por meio de seu servo, vê-se no seguinte: Num estrado pe¬rante a multidão, depois de alguns momentos de oração em silêncio, Whitefield anunciou de maneira solene o texto: "É ordenado aos homens que morram uma só vez, e de¬pois disto vem o juízo". Depois de curto silêncio, ouviu-se um grito de horror, vindo dum lugar entre a multidão. Um pregador presente foi até o local da ocorrência, para saber o que tinha acontecido. Logo voltou e disse: - "Irmão Whitefield, estamos entre os mortos e os que estão morrendo. Uma alma imortal foi chamada à eternidade. O anjo da destruição está passando sobre o auditório. Clame em alta voz e.não cesse". Então foi anunciado ao povo que um dentre a multidão havia morrido. Então Whitefield leu a se¬gunda vez o mesmo texto: "É ordenado aos homens que morram uma só vez". Do local onde a Senhora Huntington estava em pé, veio outro grito agudo. De novo, um tremor de horror passou por toda a multidão quando anunciaram que outra pessoa havia morrido. Whitefield, porém, em vez de ficar tomado de pânico, como os demais, suplicou graça ao Ajudador invisível e começou, com eloqüência tremenda, a prevenir os impenitentes do perigo. Não deve¬mos concluir, contudo, que ele era ou sempre solene ou sempre veemente. Nunca houve quem experimentasse mais formas de pregar do que ele.





Apesar da sua grande obra, não se pode acusar Whitefield de procurar fama ou riquezas terrestres. Sentia fome e sede da simplicidade e sinceridade divina. Dominava todos os seus interesses e os transformava para glória do rei¬no do seu Senhor. Não ajuntou ao redor de si os seus convertidos para formar outra denominação, como alguns es¬peravam. Não, apenas dava todo o seu ser, mas queria "mais línguas, mais corpos, mais almas a usar para o Senhor Jesus".









A maior parte de suas viagens à América do Norte foram feitas a favor do orfanato que fundara na colônia da Geórgia. Vivia na pobreza e esforçava-se para granjear o necessário para o orfanato. Amava os órfãos ternamente, escrevendo-lhes cartas e dirigindo-se a cada um pelo no¬me. Para muitas dessas crianças, ele era o único pai, o único meio de elas terem o sustento. Fez uma grande parte da sua obra evangelística entre os órfãos e quase todos perma¬neceram crentes fiéis, sendo que um bom número deles se tornaram ministros do Evangelho.





Whitefield não era de físico robusto: desde a mocidade sofria quase constantemente, anelando, muitas vezes, partir e estar com Cristo. A maior parte dos pregadores acham impossível pregar quando estão enfermos como ele.

Assim foi que, aos 65 anos de idade, durante sua sétima viagem à América do Norte, findou a sua carreira na Terra, uma vida escondida com Cristo em Deus e derramada num sacrifício de amor pelos homens. No dia antes de falecer, teve de esforçar-se para ficar em pé. Porém, ao levantar-se, em Exeter, perante um auditório demasiado grande para caber em qualquer prédio, o poder de Deus veio sobre ele e pregou, como de costume, durante duas horas. Um dos que assistiram disse que "seu rosto brilhava como o sol". O fogo aceso no seu coração no dia de oração e jejum, quando da sua separação para o ministério, ardeu até dentro dos seus ossos e nunca se apagou (Jeremias 20.9).Certo homem eminente dissera a Whitefield: "Não espero que Deus chame o irmão, breve, para o lar eterno, mas quando isso acontecer, regozijar-me-ei ao ouvir o seu testemunho". O pregador respondeu: "Então ficará desapontado; morrerei calado. A vontade de Deus é dar-me tantos ensejos para testificar dele durante minha vida, que não me serão dados outros na hora da morte".





E sua morte ocorreu como predissera.







Depois do sermão, em Exeter, foi a Newburyport para passar a noite na casa do pastor. Ao subir para o quarto de dormir, virou-se na escada e, com a vela na mão, proferiu uma curta mensagem aos amigos que ali estavam e insistiam em que pregasse.





Às duas horas da madrugada acordou. Faltava-lhe o fôlego e pronunciou para o seu companheiro as suas últimas palavras na Terra: "Estou morrendo".

No seu enterro, os sinos das igrejas de Newburyport dobraram e as bandeiras ficaram a meia-haste. Ministros de toda a parte vieram assistir aos funerais; milhares de pessoas não conseguiram chegar perto da porta da igreja, por causa da imensa multidão. Conforme seu pedido, foi enterrado sob o púlpito da igreja.

Se quisermos os mesmos frutos de ver milhares salvos, como Jorge Whitefield os teve, temos de seguir o seu exem¬plo de oração e dedicação.





- Alguém pensa que é tarefa demais? Que diria Jorge Whitefield, junto, agora, com os que levou a Cristo, se lhe fizéssemos essa pergunta?















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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Algumas definições sobre santidade que acho interssantes


Ser santo é ser separado, não dos pagãos; como Israel equivocadamente tentou, mas é viver a essencia dos valores do Reino em relação à sociedade.(Mateus 5:43) - Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo.
 (Mateus 5:44) - Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;
(Mateus 5:45) - Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.

Ser santo é ter na paixão dos profetas a motivação existencial para o nosso enfrentamento histórico do mal (Lc. 13.33). Ser santo é, mesmo em dia de sábado, trabalhar a favor da santidade de vida (Lc. 14. 1-6). Ser santo é colocar o valor da vida acima do valor das coisas, mesmo aquelas mais "sagradas".(Mateus 23:23) - Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.

Ser santo é entender que o altar diante do qual Deus nos quer ver prostrados não é apenas o altar do templo, mas também os altares ensangüentados dos corpos dos nossos irmãos de história e que estão caídos nas esquinas da vida (Lc. 10.25-37).

Respondendo à sua questão:Não sou santo, mas creio que os meus pecados foram remidos pelo sacrificio de Cristo,(fé) procuro viver o meu dia a dia de acordo com os mais nobres padrões de Cristo. Fazendo minhas estas palvras, é assim que vejo o homem Cristão:"Nós não somos o que gostaríamos de ser.
Nós não somos o que ainda iremos ser.
Mas, graças a Deus,
Não somos mais quem nós éramos."(Martin L. King)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Heróis da Fé

Jônatas Edwards
Grande despertador
(1703-1758)



Fonte: Heróis da Fé

Vinte homens extraordinários que incendiaram o mundo

Orlando S. Boyer



Há dois séculos que o mundo fala do famoso sermão: Pecadores nas mãos de um Deus irado e dos ouvintes que se agarravam aos bancos pensando que iam cair no fogo eterno. Esse fato foi, apenas, um dos muitos que acontece­ram nas reuniões em que o Espírito Santo desvendava os olhos dos presentes para eles contemplarem as glórias do Céu e a realidade do castigo que está bem perto daqueles que estão afastados de Deus.
Jônatas Edwards, entre os homens, era o vulto maior nesse avivamento, que se intitulava O grande desperta­mento. Sua vida é um exemplo destacado de consagração ao Senhor para o desenvolvimento maior do intelecto e, sem qualquer interesse próprio, de deixar o Espírito Santo usar o mesmo intelecto como instrumento nas suas mãos. Amava a Deus, não somente de coração e alma, mas tam­bém de todo o entendimento. "Sua mente prodigiosa apo­derava-se das verdades mais profundas". Contudo, "sua alma era, de fato, um santuário do Espírito Santo". Sob aparente calma exterior, ardia nele o fogo divino, como um vulcão.



Os crentes atuais devem a esse herói, graças à sua per­severança em orar e estudar sob a direção do Espírito, a volta às várias doutrinas e práticas da igreja primitiva. Grande é o fruto da dedicação do lar em que Edwards nas­ceu e se criou. Seu pai foi o amado pastor de uma só igreja durante um período de sessenta e quatro anos. Sua piedosa mãe era filha de um pregador que pastoreou uma igreja durante mais de cinqüenta anos.



Dez das irmãs de Jônatas, quatro eram mais velhas do que ele e seis mais novas. "Muitas foram as orações que os pais ofereceram a Deus, para que o único e amado filho fos­se cheio do Espírito Santo, e que se tornasse grande peran­te o Senhor. Não somente oravam assim, fervorosa e cons­tantemente, mas mostravam-se igualmente zelosos em criá-lo para Deus. As orações, à volta da lareira, os estimu­laram a se esforçarem, e seus esforços redobrados os moti­varam a orarem mais fervorosamente... O ensino religioso e permanente resultou em Jônatas conhecer intimamente a Deus, quando ainda criança".



Quando Jônatas tinha sete ou oito anos, houve um despertamento na igreja de seu pai, e o menino acostumou-se a orar sozinho, cinco vezes, todos os dias, e a chamar ou­tros da sua idade para orarem com ele.



Citamos aqui as suas palavras sobre esse assunto: "A primeira experiência, de que me lembro, de sentir no ínti­mo a delícia de Deus e das coisas divinas, foi ao ler as pala­vras de 1 Timóteo 1.7: 'Ora, ao Rei dos séculos, imortal, in­visível; ao único Deus seja honra e glória para todo o sem­pre. Amém'. Sentia a presença de Deus até arder o coração e abrasar a alma de tal maneira, que não sei descrevê-la... Gostava de passar o tempo olhando para a lua e, de dia, a contemplar as nuvens e os céus. Passava muito tempo ob­servando a glória de Deus, revelada na natureza e cantan­do as minhas contemplações do Criador e Redentor... An­tes me sentia demasiado assombrado ao ver os relâmpagos e ouvir a troar do trovão. Porém mais tarde eu me regozija­va ao ouvir a majestosa e terrível voz de Deus na trovoada". Antes de completar treze anos, iniciou seu curso em Yale College, onde, no segundo ano, leu atentamente a fa­mosa obra de Locke: Ensaio sobre o entendimento huma­no. Vê-se, nas suas próprias palavras acerca dessa obra, o grande desenvolvimento intelectual do moço: "Achei mais gozo nisso do que o mais ávido avarento, em ajuntar gran­des quantidades de ouro e prata de tesouros recém-adquiridos".



Edwards, antes de completar dezessete anos, diplo­mou-se no Yale College com as maiores honras. Sempre es­tudava com esmero, mas também conseguia tempo para estudar a Bíblia, diariamente. Depois de. diplomar-se, con­tinuou seus estudos em Yale, durante dois. anos e foi então separado para o ministério.



Foi nessa altura que seu biógrafo escreveu acerca de seu costume de dedicar certos dias para jejuar, orar e exami­nar-se a si mesmo.



Acerca da sua consagração, com idade de vinte anos, Edwards escreveu: "Dediquei-me solenemente a Deus e o fiz por escrito, entregando a mim mesmo e tudo que me pertencia ao Senhor, para não ser mais meu em qualquer sentido, para não me comportar como quem tivesse direi­tos de forma alguma... travando, assim, uma batalha com o mundo, a carne e Satanás até o fim da vida".



Alguém assim se referiu a Jônatas: "Sua constante e solene comunhão com Deus, em secreto, fazia com que o rosto dele brilhasse perante o próximo, e sua aparência, semblante, palavras e todo o seu comportamento eram acompanhados por seriedade, gravidade e solenidade".



Aos vinte e quatro anos casou-se com Sara Pierrepont, filha de um pastor, e desse enlace nasceram, como na família do pai de Edwards, onze filhos.



Ao lado de Jônatas Edwards, no Grande Despertamento, estava o nome de Sara Edwards, sua fiel esposa e ajudadora em tudo. Como seu marido, ela nos serve como exemplo de rara intelectualidade. Profundamente estudio­sa, inteiramente entregue ao serviço de Deus, ela era co­nhecida por sua santa dedicação ao lar, pelo modo de criar seus filhos e pela economia que praticava, movida pelas palavras de Cristo: "Para que nada se perca". Mas antes de tudo, tanto ela como seu marido eram conhecidos por suas experiências em oração. Faz-se menção destacada es­pecialmente dum período de três anos, durante o qual, apesar de gozar de perfeita saúde, ficava repetidas vezes sem forças, por causa das revelações do Céu. A sua vida in­teira foi de intenso gozo no Senhor.



Jônatas Edwards costumava passar treze horas, todos os dias, estudando e orando. Sua esposa, também, diaria­mente o acompanhava na oração. Depois da última refei­ção, ele deixava toda a lida, a fim de passar uma hora com a família.



- Mas, quais as doutrinas de que a igreja havia esqueci­do e quais as que Edwards começou a ensinar e a observar de novo, com manifestações tão sublimes?
Basta uma leitura superficial para descobrir que a dou­trina, à qual deu mais ênfase, foi a do novo nascimento, como sendo uma experiência certa e definida, em contras­te com a idéia da Igreja Romana e de várias denominações.



O evento que marcou o começo do Grande Despertamento foi uma série de sermões feitos por Edwards sobre a doutrina da justificação pela fé, que fez os ouvintes senti­rem a verdade das Escrituras, de que toda a boca ficará fe­chada no dia de juízo, e que "não há coisa alguma que, por um momento, evite que o pecador caia no Inferno, senão o bel prazer de Deus".



É impossível avaliar o grau do poder de Deus, derrama­do para despertar milhares de almas, para a salvação, sem primeiro nos lembrarmos das condições das igrejas da Nova Inglaterra, e do mundo inteiro, nessa época. Quem, até hoje, não se admira do heroísmo dos puritanos que co­lonizaram as florestas da Nova Inglaterra? Passara, po­rém, essa glória e a igreja, indiferente e cheia de pecado, se encontrava face com o maior desastre. Parecia que Deus não queria abençoar a obra dos puritanos, obra que existiu unicamente para sua glória. Por isso, no mesmo grau que havia coragem e ardor entre os pioneiros, houve entre seus filhos, perplexidade e confusão. Se não pudessem alcan­çar, de novo, a espiritualidade, só lhes restava esperar o juízo dos céus.O famoso sermão de Edwards, ''Pecadores nas mãos de um Deus irado", merece menção especial.



O povo, ao entrar para o culto, mostrava um espírito le­viano, e mesmo de desrespeito, diante dos cinco pregado­res que estavam presentes. Jônatas Edwards foi escolhido para pregar. Era homem de dois metros de altura; seu ros­to tinha aspecto quase feminino, e o corpo magro de jejuar e orar. Sem quaisquer gestos, encostado num braço sobre a tribuna, segurando o manuscrito na outra mão, falava em voz monótona. Discursou sobre o texto de Deuteronômio 32.35: "Ao tempo em que resvalar o seu pé".



Depois de explicar a passagem, acrescentou que nada evitava, por um momento, que os pecadores caíssem no In­ferno, a não ser a própria vontade de Deus; que Deus esta­va mais encolerizado com alguns dos ouvintes do que com muitas pessoas que já estavam no Inferno; que o pecado era como um fogo encerrado dentro do pecador e pronto, com a permissão de Deus, a transformar-se em fornalhas de fogo e enxofre, e que somente a vontade do Deus indig­nado os guardava da morte instantânea.



Prosseguiu, então, aplicando o texto ao auditório: "Aí está o Inferno com a boca aberta. Não existe coisa alguma sobre a qual vós vos possais firmar e segurar. Entre vós e o Inferno existe apenas a atmosfera... há, atualmente, nu­vens negras da ira de Deus pairando sobre vossas cabeças, predizendo tempestades espantosas, com grandes trovões. Se não existisse a vontade soberana de Deus, que é a única coisa para evitar o ímpeto do vento até agora, serieis des­truídos e vos tornaríeis como a palha da eira... O Deus que vos segura na mão, sobre o abismo do Inferno, mais ou me­nos como o homem segura uma aranha ou outro inseto no­jento sobre o fogo, durante um momento, para deixá-lo cair depois, está sendo provocado em extremo... Não há que admirar, se alguns de vós com saúde e calmamente sentados aí nos bancos, passarem para lá antes de ama­nhã..."



O resultado do sermão foi como se Deus arrancasse um véu dos olhos da multidão para contemplar a realidade e o horror da posição em que estavam. Nessa altura o sermão foi interrompido pelos gemidos dos homens e os gritos das mulheres; quase todos ficaram de pé, ou caídos no chão. Foi como se um furacão soprasse e destruísse uma floresta. Durante a noite inteira a cidade de Enfield ficou como uma fortaleza sitiada. Ouvia-se, em quase todas as casas, o clamor das almas que, até aquela hora, confiavam na sua própria justiça. Esperavam que, a qualquer momento, o Cristo descesse dos céus com os anjos e apóstolos ao lado, e que os túmulos entregassem os mortos que neles havia.



Tais vitórias, contra o reino das trevas, foram ganhas de joelhos. Edwards não abandonara, nem deixara de go­zar os privilégios das orações, costume que vinha desde a meninice. Continuou a freqüentar, também, os lugares so­litários na floresta onde podia ter comunhão com Deus. Como um exemplo citamos a sua experiência com a idade de trinta e quatro anos, quando entrou na floresta, a cava­lo. Lá, prostrado em terra, foi-lhe concedido ter uma visão tão preciosa da graça, amor e humilhação de Cristo como Mediador, que passou uma hora vencido por uma torrente de lágrimas e pranto.



Como era de esperar, o Maligno tentou anular a obra gloriosa do Espírito Santo no "Grande Despertamento", atribuindo tudo ao fanatismo. Em sua defesa Edwards es­creveu : "Deus, conforme as Escrituras, faz coisas extraor­dinárias. Há motivos para crer, pelas profecias da Bíblia, que sua obra mais maravilhosa seria feita nas últimas épo­cas do mundo. Nada se pode opor às manifestações físicas, como as lágrimas, gemidos, gritos, convulsões, falta de for­ças... De fato, é natural esperar, ao lembrarmo-nos da re­lação entre o corpo e o espírito, que tais coisas aconteçam. Assim falam as Escrituras: do carcereiro que caiu perante Paulo e Silas, angustiado e tremendo; do Salmista que ex­clamou, sob a convicção do pecado: 'Envelheceram os meus ossos pelo meu bramido durante o dia todo' (Salmo 32.3); dos discípulos, que, na tempestade do lago, clama­ram de medo; da Noiva, do Cântico dos Cânticos, que fi­cou vencida, pelo amor de Cristo, até desfalecer..."



Certo é que na Nova Inglaterra começou, em 1740, um dos maiores avivamentos dos tempos modernos. É igual­mente certo que este movimento se iniciou, não com os ser­mões célebres de Edwards, mas com a firme convicção deste, de que há uma "obra direta que o Espírito divino faz na alma humana". Note-se bem: Não foram seus sermões mo­nótonos, nem a eloqüência extraordinária de alguns, como Jorge Whitefield, mas, sim, a obra do Espírito Santo no co­ração dos mortos espiritualmente, que, "começando em Northampton, espalhou-se por toda a Nova Inglaterra e pelas colônias da América do Norte, chegando até a Escó­cia e a Inglaterra". De uma época de maior decadência, a Igreja de Cristo, entre a população escassa da Nova Ingla­terra, despertou e foram arrebatadas de trinta a cinqüenta mil almas do Inferno durante um período de dois a três anos.



No meio das suas lutas, sem ninguém esperar, a vida de Jônatas Edwards foi tirada da Terra. Apareceu a varíola em Princeton e um hábil médico foi chamado de Filadélfia para inocular os estudantes. O nosso pregador e duas de suas filhas foram também vacinados. Na febre que resul­tou, as forças de nosso herói diminuíram gradualmente até que, um mês depois, faleceu.



Assim diz um de seus biógrafos: "Em todo o mundo onde se falava o inglês, era considerado o maior erudito desde os dias do apóstolo Paulo ou de Agostinho".
Para nós, a vida de Jônatas Edwards é uma das muitas provas de que Deus não quer que desprezemos as faculda­des intelectuais que Ele nos concede, mas que as desenvol­vamos, sob a direção do Espírito Santo, e que as entregue­mos desinteressadamente para o seu uso.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

As profecias de Samuel Doctorian
Pastor afirma ter recebido visão do fim dos tempos

Anjos aparecem a Samuel Doctorian e lhe revelam juízos de Deus sobre as nações dos 5 continentes da Terra

Nos últimos trinta dias uma profecia a respeito do final dos tempos tem circulado de mão em mão entre cristãos e e pela Internet, a rede mundial de computadores.

A profecia, de autoria do Pastor Samuel Doctorian, foi, segundo ele diz, recebida em junho do ano passado, na famosa Ilha de Patmos, mesmo local onde o apóstolo João teve as revelações descritas no livro de Apocalipse.

Samuel Doctorian é um cristão de dupla nacionalidade — libanês e americano — conhecido praticamente em todo o mundo. Cresceu, conheceu a Cristo na Igreja do Nazareno de Jerusalém e ali começou a pregar o evangelho, há 53 anos. Possui ligações estreitas com o Brasil e com brasileiros. É considerado pai espiritual do pastor Caio Fábio D’Araújo Filho. Um de seus filhos casou-se no ano passado com a filha do Pastor Ageo Silva, um dos vice-presidentes do Bradesco e pastor da Comunidade Cristã de Vila Iara, em Osasco. Possui reputação de ser homem de Deus.

Estas credenciais abriram as portas para Doctorian em todo o mundo, quando ele tornou público a visão que afirma ter tido em Patmos. Desde o final do ano passado ele tem viajado por muitos países — nos próximos meses estará na Mongólia, Ilhas Canárias e na Sibéria — para repartir o que considera uma atribuição direta de Deus, revelada pelos cinco principais anjos de cada continente.

A visão é aterradora, para alguns, mas enche o coração de outros de fé. É uma palavra destinada a aproximar incrédulos de Deus e de renovar alianças quebradas entre cristãos envolvidos pela indiferença. Da mesma forma, é uma palavra que precisa ser analisada à luz da Bíblia.

O incrédulo que ler o texto poderá se aproximar de Deus em razão do temor que ele produz. O cristão, entretanto, poderá ver no texto o que Deus espera de Sua Igreja, sobretudo no que se refere à unidade do Corpo de Cristo e ao amor aos perdidos.

Samuel Doctorian ministrou no mês passado a várias igrejas no Brasil. Em Campinas, falou na Igreja do Nazareno e em São Paulo, ministrou durante café da manhã do Conselho de Pastores do Estado de São Paulo, em São Paulo.

Em razão da repercussão que a profecia tem tido, e do interesse despertado entre cristãos e não-cristãos, o Jornal Hoje publicou, nas páginas seguintes, o texto na íntegra, sem qualquer intenção de torná-lo crível ou tampouco desacreditá-lo. A profecia se refere particularmente ao Brasil. Segundo Doctorian afirma ter ouvido, o rio Amazonas se tornará como ‘um oceano’ e deixará grande parte da Floresta Amazônica submersa. Ainda segundo o texto, as principais cidades do Brasil seriam destruídas por terremotos. A profecia contraria afirmações da maioria dos geólogos, segundo os quais a possibilidade de terremotos de larga escala aconterem no Brasil é remota, em razão da idade e constituição do subsolo que compõe a região.

A decisão pela publicação do texto está baseado no princípio bíblico exposto no livro de Deuteronômio, cápítulo 18, versículo 22: Quando o tal profeta falar em nome do Senhor, e o que disse não acontecer nem se realizar, essa palavra não procede do Senhor. Com soberba a falou o tal profeta. Nã tenhas temor dele. Ao leitor, cabe a função de examinar o texto, avaliá-lo e deixar que o tempo se encarregue de levar a Igreja a confirmar ou rejeitar a profecia.

Profecia do Dr. Samuel Doctorian, Diretor da Bíblia Lands Mission acerca dos tempos, intitulada ‘Os Cincos Anjos dos Continentes’, em 16 de agosto de 1998, na Ilha de Patmos. Esta mensagem foi transcrita por Ruthanne Galok, a partir de uma fita cassete recebida em Singapura, em 30 de agosto de 1998. A fita foi trazida por Wee Tiong Howe, um cristão que acabara de voltar da ilha de Patmos. onde estivera em oração com um pequeno grupo de singapureanos. Ali, Samuel Doctorian relatou-lhes a experiência.

Falta da prática do amor entristece o Espírito

‘Eu estava sozinho em uma casa alugada aqui na Ilha de Patmos já há várias semanas, a fim de orar e buscar ao Senhor. Descobri uma pequena igreja -- a St. Nicholas Chapel -- e lá derramei o meu coração diante de Deus. Descobri uma pedra na encosta de uma colina onde ia me sentar e orar -- meditando e lendo a Bíblia. Comi muito pouco durante todos aqueles dias. Diversas vezes fui até a caverna de João, onde ele viu o grande Apocalipse.

Enquanto meditava durante o período de um mês naquele lugar solitário, pensei: Gostaria de saber se o Senhor algum dia enviará o décimo anjo. "Eu já vira anjos nove vezes anteriormente. Já vira um anjo que livrara uma mulher do enforcamento no alto Egito.

Vi o nono anjo em Beirute, em meio à guerra. O anjo acordou-me fisicamente às três horas da madrugada e me disse para sair imediatamente do País. Sou grato ao Senhor até hoje -- não sei o que teria acontecido comigo se o anjo não tivesse vindo. Os céus contarão isto algum dia.

Assim, eu imaginava se algum dia eu veria um anjo pela décima vez. Havia ocasiões enquanto orava que eu sentia uma presença tão forte que me levava a perguntar: "Senhor, será que um anjo está vindo agora? "Mas não era assim. Uma noite, cheguei mesmo a sonhar com um anjo. Ele me disse para voar em meu sonho e eu assim o fiz -- mas foi apenas um sonho. Eu queria ver um anjo real, como eu já vira nove vezes antes.

No dia 20 de junho, às 3h50 da madrugada, aqui em Patmos, de repente o meu quarto ficou todo iluminado -- e não havia luzes aqui por perto. Tratava-se de uma casa isolada no final de uma estrada vizinha a um monastério. Mas eis que -- quando fiquei totalmente desperto -- vi cinco belos anjos. Vi suas faces -- perfeitas, com aparência humana, porém cheias de luz. Eu vi seus olhos, seus cabelos, suas mãos. Ao meu lado direito estavam dois anjos e, quando olhei para a esquerda, vi três outros anjos alados. Eles trajavam belas vestes brancas que iam até o chão -- era algo que eu não posso descrever com palavras humanas. Eu imaginava porque teriam vindo cinco anjos, mas ao mesmo tempo tremia e estremecia. Eu queria chorar e não podia.

Pouco antes de ver estes anjos em espírito, vi a mim mesmo num grande ajuntamento de multidões, e eu estava pregando em inglês. Havia um intérprete à minha esquerda que possuía cabelos negros e vestia um traje cinza, mas não consigo me lembrar em que língua ele falava. Eu estava profetizando esta mensagem:

-- Minha Igreja você prega amor, ensina amor, mas você precisa praticar o amor -- demonstrar amor. Há necessidade de unidade no meu Corpo. Existem muitas divisões entre vocês. Meu Espírito não se moverá nem operará onde não existir união. Existe carnalidade em minha Igreja. Eu desejo e quero um povo santo. Eu morri para santificar vocês.

Enquanto estava profetizando em espírito, eu tremia. Meus olhos estavam abertos e eu olhava a grande multidão. E, repentinamente, em meio àquela profecia, estes poderosos anjos apareceram. Eu me afastei do púlpito e pensei que fosse cair. Eu agora estava totalmente desperto, mas tudo isto acontecia em espírito. Alguma espécie de força impediu-me de cair e eu fiquei a imaginar o que estava acontecendo.

Foi então que o primeiro anjo à minha direita disse: "Nós somos os cinco anjos dos cinco continentes. Estamos aqui para entregar a você mensagens dos cinco continentes do mundo". No mesmo instante em que ouvi isto, também ouvi a multidão exclamar. "Ohhh, Ohhh, Ohhh...". Eu creio que a multidão também viu os anjos. de algum modo o Senhor me mostrou que, nos dias que estão por vir, em muitas partes do mundo, Deus irá revelar-se através de anjos ministradores. Isto irá acontecer publicamente -- acontecerá em igrejas -- milhares de pessoas vendo anjos ao mesmo tempo. Eles estarão ministrando ao Corpo nestes últimos dias. Então recebi esta mensagem do anjo: "O que você vê e ouve conte-o às nações". Portanto, não se tratava de alguma coisa que eu devesse guardar para mim mesmo. Aceitem elas ou não, tenho que contar isto às nações.

PRIMEIRO ANJO -- O primeiro anjo disse: "Tenho uma mensagem para toda a Ásia". Quando ele disse isso, num átomo de segundo pude ver a China inteira, a índia, os países asiáticos de Laos e Vietnã -- eu jamais estive nestes países. Vi as Filipinas, Japão, Singapura, Malásia e Indonésia. Então o anjo mostrou-me Papua, Nova Guiné, Irian Java, descendo até a Austrália e Nova Zelândia.

Morte e avivamento na Ásia e Oceania

"Eu sou o anjo da Ásia", ele disse. Em sua mão vi uma tremenda trombeta que ele iria tocar por sobre toda a Ásia. Tudo quanto o anjo disse, irá acontecer com a trombeta do Senhor sobre toda a Ásia. Milhões ouvirão a poderosa voz do Senhor. Então, o anjo disse:

"Haverá desastres, fome -- muitos irão morrer de fome. Ventos poderosos serão liberados como nunca aconteceu antes. Uma grande parte será sacudida e destruída. Ocorrerão terremotos por toda a Ásia e o mar cobrirá a Terra".

Eu vi isto em 20 de junho. Hoje é 16 de agosto. Há poucas semanas atrás, ouvi notícias acerca de aldeias que foram totalmente varridas e mergulharam no mar em Papua, Nova Guiné. Milhares de vidas em perigo. Isto aconteceu há poucas semanas, e o anjo me disse que iria acontecer em toda a Ásia. "A Terra cairá dentro do mar", ouvi o anjo dizer. "Parte da Austrália será abalada. A Austrália será dividida e uma grande parte dela mergulhará no Oceano".

Isto era assustador -- eu imaginava se estaria ouvindo corretamente.

Mas o anjo disse. "Milhões morrerão na China e na Índia. Nação se levantará contra nação, irmão contra irmão. Os asiáticos guerrearão uns contra os outros. Deverão ser usados armamentos nucleares, matando milhões de pessoas". Por duas vezes ouvias as palavras "catastrófico! catastrófico!". A seguir, o anjo disse: "Crises financeiras acontecerão na Ásia. Elas abalarão o mundo".

Eu tremia enquanto o anjo estava falando. Então, ele olhou para mim, sorriu e disse: "Vai haver o maior avivamento espiritual -- prisões serão quebradas. Barreiras serão removidas. E por toda a Ásia -- China, Índia -- as pessoas se voltarão para Cristo. Haverá um tremendo avivamento na Austrália". Ouvir o anjo dizer: "Esta é a última colheita".

Então, como se o Senhor estivesse falando, ele disse: "Eu irei preparar a minha Igreja para a volta de Cristo". Fiquei feliz com estas boas notícias depois da mensagem de julgamento. Durante todo o tempo em que os cinco anjos estiveram no meu quarto, pude sentir a presença de Deus -- era tremendo.

Terremoto faz Torre Eiffel se fragmentar

SEGUNDO ANJO -- Vi, então, que o segundo anjo trazia uma foice na mão, tal como a que é usada em colheitas. Ele disse: "Chegou o tempo da colheita em Israel e nos países em todo o percurso até o Irã". Vi aqueles países numa fração de segundo. "Toda a Turquia e aqueles países que me rejeitaram e rejeitaram a minha mensagem de amor odiar-se-ão uns aos outros e se matarão mutuamente". Vi o anjo erguer a foice e descê-la sobre todos os países do Oriente Médio, Vi o Irã, Armênia, Azerbaijão, toda a Geórgia, Iraque, Síria, Líbano, Jordânia, Israel, toda a Ásia Menor, cheias de sangue. Vi sangue espalhado sobre estes países inteiros. Eu vi fogo. Armas nucleares sendo usadas em muitos destes países. A fumaça se elevava de todas as partes. Súbita destruição -- os homens destruindo-se uns aos outros. Ouvi estas palavras: "Israel, oh Israel, chegou o grande julgamento". O anjo disse: "Os escolhidos, a Igreja, o remanescente serão purificados. O Espírito de Deus preparará os filhos de Deus". Vi fogos que se elevavam aos céus. O anjo disse: "Este é o julgamento final. Minha Igreja será purificada, protegida e preparada para o dia final. Homens morrerão de sede. A água escasseará por todo o Oriente Médio. Os rios se secarão e os homens lutarão por água naqueles países".

O anjo me mostrou que a Organização das Nações Unidas será quebrada em pedaços, devido às crises no Oriente Médio. Não mais existirá a ONU. O anjo com a foice fará a colheita.

TERCEIRO ANJO -- Então, um dos anjos mostrou-me a Europa de uma extremidade à outra -- desde o Norte, descendo até a Espanha e Portugal. Em sua mão ele trazia um instrumento de medição. Eu o vi voar sobre a Europa e ouvi as palavras: eu estou desgostoso, entristecido. Injustiça, impureza, impiedade por toda a Europa. O pecado elevou-se até os céus. O Espírito Santo está entristecido. "Vi os rios da Europa engrossarem e cobrirem toda a Europa. Milhões de pessoas se afogarão.

Depois de ter visto tudo isto, li o noticiário há pouco tempo atrás. A Tchecoslováquia sofreu a pior inundação de todos os tempos. Também ouvi falar do tremendo perigo que o grande rio na China representava para milhares de casas ameaçadas de serem destruídas pela inundação. Eu não sabia de todas estas notícias antes de ter visto e ouvido o que os anjos me disseram.

De repente, ouvi terremotos por toda a Europa. "Países que nunca sofreram terremotos serão abalados", disse o anjo. E, de repente, em meu espírito, vi a torre Eiffel, de Paris, fragmentar-se e cair. Vi grande parte da Alemanha destruída. A grande cidade de Londres -- destruição por toda a parte. Vi inundações por toda a Escandinávia.

Olhei na direção Sul e vi a Espanha e Portugal atravessando fome e grande destruição. Muitos morrerão de fome por toda a Espanha e Portugal. Eu estava preocupado com todas estas notícias e disse: "Senhor, e quanto aos teus filhos?". O anjo respondeu: "Eu os preparei. Eles estarão esperando pela volta do senhor. Muitos clamarão por mim naqueles dias e eu os lavarei e farei grandes milagres e lhes mostrarei o meu poder". Portanto, em meio desta grande destruição, a graça de Deus estará sobre aqueles países. Eu estava feliz por Deus estender a sua proteção sobre seus filhos.

Seca no Rio Nilo amplia fome na África

QUARTO ANJO -- Fomos agora para a África. Eu vi o quarto anjo voar sobre a África e pude enxergar desde a Cidade do Cabo, indo por todo o caminho, até o Cairo. Vi todos os países dali, mais de cinqüenta deles. O anjo da África trazia uma espada em sua mão. De repente, eu o ouvi dizer: "Sangue inocente tem sido derramado. Divisões entre os povos -- gerações longe do Senhor -- eles têm se matado uns aos outros, milhares de pessoas. Tenho visto os meus filhos fiéis na África e recompensarei toda a fidelidade no continente da África. Eu os abençoarei abundantemente. Eu controlarei o clima -- sol ardente e escaldante em algumas partes. Grandes rios se secarão, e milhões morrerão de fome. Em outras partes, inundações. Os fundamentos serão abalados. Minha espada julgará os ímpios e os sanguinários.

Acontecerão tantos terremotos que os rios fluirão em diferentes direções no continente, inundando muitas aldeias". Vi grades destroços caindo dos céus sobre diferentes partes da África. "Haverá tremor na Terra como nunca houve desde a criação. Ninguém escapará da espada do Senhor". Vi o rio Nilo secar-se. Ele é o deus do Egito. Peixes mortos fedendo por todo o Egito. Grande porção da África central será coberta pela água -- milhões morrendo. "Senhor", eu disse "Tudo isto são más notícias. Tudo destruição. Haverá alguma boa nova?" O Senhor respondeu: "O dia final chegou. O dia do julgamento está aqui. Meu amor tem sido recusado agora e chegou o fim". Eu estava tremendo, abalado. Pensei: "Não posso suportar isto".

Amazônia é inundada e terremotos
destroem metrópoles brasileiras

QUINTO ANJO -- Então vi o último anjo voar sobre a América do Sul e do Norte -- todo o trajeto, desde o Pólo Norte até a Argentina. Do Leste dos Estados Unidos até a Califórnia. Eu vi em sua mão uma taça.

O anjo disse que iria derramar o julgamento que estava na taça sobre aqueles países. Então eu o ouvi dizer: "Não mais retidão. Não mais justiça. Nenhuma santidade. Idolatria. Materialismo. Bebedeiras. Escravidão ao pecado. Derramamento de sangue inocente -- milhões de bebês sendo mortos antes de nascer. As famílias estão fragmentadas. Uma geração adúltera. Sodoma e Gomorra estão aqui.

Os dias de Noé estão aqui. Falsos pregadores. Falsos profetas. Rejeição ao meu amor. Muitos deles possuem uma imitação de religião, mas negam o poder real".

Quando ouvi tudo isto, implorei ao anjo. "Você não poderia esperar um pouquinho mais? Não verta a taça. Dê uma chance ao arrependimento".

O anjo respondeu: "Muitas vezes Deus tem poupado e falado, mas eles não ouvem. A Sua paciência chegou ao fim. Agora chegou o tempo. Eles têm amado ao dinheiro e aos prazeres mais do que têm amado a mim".

Quando o anjo começou a derramar a taça que trazia em sua mão, vi tremendos icebergues derretendo-se. Quando isto aconteceu, vi inundações sobre todo o Canadá e América do Norte. Todos os rios transbordaram; destruição em toda a parte.

Eu ouvi o mercado mundial entrar em colapso com os poderosos terremotos, e os arranha-céus de Nova Iorque virem abaixo -- milhões morrendo.

Vi navios naufragando nos oceanos; ouvi explosões em todo o Norte do País, Vi o anjo derramar a taça sobre o México e os dois oceanos se juntaram -- o Atlântico e o Pacífico. Uma grande parte do Norte do Brasil coberta de água -- o rio Amazonas transformando-se num grande oceano. Florestas destruídas e inundadas. As principais cidades do Brasil destruídas -- terremotos em muitos lugares.

Quando o anjo virou a taça, grande destruição sobreveio ao Chile e Argentina, como jamais houve. O mundo inteiro foi sacudido. Então ouvi o anjo dizer. "Isto acontecerá brevemente".

Eu disse: "Não pode ser adiado? Não derrame estas coisas sobre todo o globo". E de repente, vi os cinco anjos postados em torno do globo terrestre, levantando suas mãos e suas asas aos céus, dizendo: "Toda glória seja dada ao Senhor dos céus e da Terra. Agora chegou o tempo e Ele glorificará o Seu Filho. A Terra será queimada e destruída. Todas as coisas passarão. Virão os novos céus e nova Terra. Deus destruirá as obras do diabo para sempre. Eu mostrarei o meu poder -- como eu protegerei os meus filhos em meio a toda esta destruição. Prepare-se para aquele dia, porque o Senhor vem".

Disse ao Senhor: "A mensagem dos anjos para o mundo não são boas notícias. Trata-se de julgamento, punição, destruição, devastação. O que as pessoas dirão a meu respeito? Eu sempre fui um pregador do amor, paz e boas novas?" O anjo respondeu: "Esta é a sua mensagem.

Você é o instrumento, o canal. Que privilégio Deus ter escolhido você para entregar esta mensagem às nações". Por mais de uma hora não pude me mover. Eu estava totalmente desperto, tremendo de tempos em tempos.

Meu quarto estava cheio da luz do resplendor dos anjos. Então, subitamente, eles subiram aos céus. Ao olhar para o alto, vi os anjos tomarem cinco direções. Eu sei que eles já começaram as suas tarefas. .
http://www.vozdaverdade.com.br/mensagens/visaodofim.htm


(I Tessalonicenses 5:1) - MAS, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva;
(I Tessalonicenses 5:2) - Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite;
(I Tessalonicenses 5:3) - Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão.
(I Tessalonicenses 5:4) - Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão;
(I Tessalonicenses 5:5) - Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas.
(I Tessalonicenses 5:6) - Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios;
(I Tessalonicenses 5:7) - Porque os que dormem, dormem de noite, e os que se embebedam, embebedam-se de noite.
(I Tessalonicenses 5:8) - Mas nós, que somos do dia, sejamos sóbrios, vestindo-nos da couraça da fé e do amor, e tendo por capacete a esperança da salvação;
(I Tessalonicenses 5:9) - Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo,
(I Tessalonicenses 5:10) - Que morreu por nós, para que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos juntamente com ele.
(I Tessalonicenses 5:11) - Por isso exortai-vos uns aos outros, e edificai-vos uns aos outros, como também o fazeis.

O ódio e o amor.

O ódio, como o amor, é algo que se ensina. Certa canção popular na língua inglesa diz que as crianças são ‘ensinadas antes de ser tarde demais, antes de ter seis, sete ou oito anos, a odiar a todos os que seus parentes odeiam’. Especialmente hoje ensina-se o ódio. Notadamente as religiões têm fracassado em ensinar seus membros a amar.

Considere o comportamento das religiões na Primeira Guerra Mundial. O general-de-brigada britânico Frank Crozier disse, a respeito dessa guerra: “As igrejas cristãs são os melhores fomentadores da ânsia de sangue que temos, e fizemos delas livre uso.” Mais tarde, depois da Segunda Guerra Mundial, o New York Times disse: “No passado, as hierarquias católicas locais quase sempre apoiaram as guerras de sua nação, abençoando tropas e fazendo orações pela vitória, ao passo que outro grupo de bispos no outro lado orava publicamente em favor do resultado oposto.”

Nosso Criador responde. A sua Palavra, a Bíblia, chama a nossa época de “últimos dias”. Segundo as profecias bíblicas, seria uma época em que não haveria “afeição natural” entre as pessoas. Sobre estes “tempos críticos, difíceis de manejar”, também chamados de “terminação do sistema de coisas” nas Escrituras, Jesus Cristo predisse que “o amor da maioria se esfriará”. — 2 Timóteo 3:1-5; Mateus 24:3, 12.

A atual falta de amor, portanto, é parte da evidência de que vivemos nos últimos dias deste mundo. Felizmente, significa também que este mundo de pessoas ímpias em breve será substituído por um novo mundo justo, governado pelo amor. — Mateus 24:3-14; 2 Pedro 3:7, 13.

CERTO homem versado em leis acabara de responder que, para termos “vida eterna”, é preciso amar a Deus de todo o coração e o próximo como a nós mesmos. Jesus o elogiou por isso, e disse-lhe: “Respondeste corretamente; ‘persiste em fazer isso e obterás a vida.’” (Lucas 10:25-28; Levítico 19:18; Deuteronômio 6:5) Mas o homem, querendo parecer justo, perguntou: “Quem é realmente o meu próximo?”

Sem dúvida, ele esperava que Jesus respondesse: “Os outros judeus.” Mas Jesus contou uma história sobre um samaritano prestimoso que mostra que pessoas de outras nacionalidades também são nosso próximo. (Lucas 10:29-37; João 4:7-9) No seu ministério, Jesus salientou que amar a Deus e o próximo são os mandamentos mais importantes do nosso Criador. — Mateus 22:34-40.
Jesus disse a seus seguidores que eles seriam reconhecidos por um amor que transcenderia as barreiras raciais, nacionais ou quaisquer outras. Ele declarou: “Eu vos dou um novo mandamento, que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.” E acrescentou: “Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” — João 13:34, 35; 15:12, 13.

O ensino de Jesus a respeito do amor, apoiado pelo seu exemplo, realizou um milagre no primeiro século. Seus seguidores vieram a imitar o Mestre, aprendendo a amar uns aos outros de uma maneira que atraiu ampla atenção e admiração. Tertuliano, escritor do segundo e terceiro séculos EC, citou o elogio de não-cristãos aos seguidores de Jesus: ‘Observai o amor que eles têm entre si e a disposição de morrer uns pelos outros.’

De fato, o apóstolo João escreveu: “Nós temos a obrigação de entregar as nossas almas pelos nossos irmãos.” (1 João 3:16) Jesus até mesmo ensinou seus seguidores a amar seus inimigos. (Mateus 5:43-45) O que acontece quando as pessoas realmente amam o próximo como Jesus as ensinou?

Certo professor de Ciências Políticas evidentemente pensou nisso. Portanto, perguntou, conforme publicado na revista The Christian Century: “Poderia alguém seriamente conceber Jesus atirando granadas de mão sobre seus inimigos, empunhando uma metralhadora, manipulando um lança-chamas, jogando bombas nucleares ou lançando um ICBM que matasse ou aleijasse milhares de mães e crianças?”

Em resposta, o professor disse: “A pergunta é tão absurda que nem merece resposta.” Assim, ele levantou a questão: “Se Jesus não podia fazer isso e ser fiel a seu caráter, então, como podemos nós fazê-lo e ser fiéis a Ele?” Por conseguinte, não nos deve surpreender a postura de neutralidade dos primitivos seguidores de Jesus, bem documentada em muitos livros de História. Considere apenas dois exemplos.

A obra Our World Through the Ages (Nosso Mundo no Decurso das Eras), de N. Platt e M. J. Drummond, diz: “O comportamento dos cristãos era muito diferente do [comportamento] dos romanos. . . . Visto que Cristo havia pregado a paz, [os cristãos] recusavam-se a tornar-se soldados.” E The Decline and Fall of the Roman Empire (O Declínio e a Queda do Império Romano), de Edward Gibbon, declara: [Os cristãos primitivos] recusavam-se a tomar qualquer parte ativa na administração civil ou na defesa militar do império. . . . Era impossível que os cristãos, sem renunciarem a um dever mais sagrado, pudessem assumir a condição de soldados.”