segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O ódio e o amor.

O ódio, como o amor, é algo que se ensina. Certa canção popular na língua inglesa diz que as crianças são ‘ensinadas antes de ser tarde demais, antes de ter seis, sete ou oito anos, a odiar a todos os que seus parentes odeiam’. Especialmente hoje ensina-se o ódio. Notadamente as religiões têm fracassado em ensinar seus membros a amar.

Considere o comportamento das religiões na Primeira Guerra Mundial. O general-de-brigada britânico Frank Crozier disse, a respeito dessa guerra: “As igrejas cristãs são os melhores fomentadores da ânsia de sangue que temos, e fizemos delas livre uso.” Mais tarde, depois da Segunda Guerra Mundial, o New York Times disse: “No passado, as hierarquias católicas locais quase sempre apoiaram as guerras de sua nação, abençoando tropas e fazendo orações pela vitória, ao passo que outro grupo de bispos no outro lado orava publicamente em favor do resultado oposto.”

Nosso Criador responde. A sua Palavra, a Bíblia, chama a nossa época de “últimos dias”. Segundo as profecias bíblicas, seria uma época em que não haveria “afeição natural” entre as pessoas. Sobre estes “tempos críticos, difíceis de manejar”, também chamados de “terminação do sistema de coisas” nas Escrituras, Jesus Cristo predisse que “o amor da maioria se esfriará”. — 2 Timóteo 3:1-5; Mateus 24:3, 12.

A atual falta de amor, portanto, é parte da evidência de que vivemos nos últimos dias deste mundo. Felizmente, significa também que este mundo de pessoas ímpias em breve será substituído por um novo mundo justo, governado pelo amor. — Mateus 24:3-14; 2 Pedro 3:7, 13.

CERTO homem versado em leis acabara de responder que, para termos “vida eterna”, é preciso amar a Deus de todo o coração e o próximo como a nós mesmos. Jesus o elogiou por isso, e disse-lhe: “Respondeste corretamente; ‘persiste em fazer isso e obterás a vida.’” (Lucas 10:25-28; Levítico 19:18; Deuteronômio 6:5) Mas o homem, querendo parecer justo, perguntou: “Quem é realmente o meu próximo?”

Sem dúvida, ele esperava que Jesus respondesse: “Os outros judeus.” Mas Jesus contou uma história sobre um samaritano prestimoso que mostra que pessoas de outras nacionalidades também são nosso próximo. (Lucas 10:29-37; João 4:7-9) No seu ministério, Jesus salientou que amar a Deus e o próximo são os mandamentos mais importantes do nosso Criador. — Mateus 22:34-40.
Jesus disse a seus seguidores que eles seriam reconhecidos por um amor que transcenderia as barreiras raciais, nacionais ou quaisquer outras. Ele declarou: “Eu vos dou um novo mandamento, que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.” E acrescentou: “Por meio disso saberão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor entre vós.” — João 13:34, 35; 15:12, 13.

O ensino de Jesus a respeito do amor, apoiado pelo seu exemplo, realizou um milagre no primeiro século. Seus seguidores vieram a imitar o Mestre, aprendendo a amar uns aos outros de uma maneira que atraiu ampla atenção e admiração. Tertuliano, escritor do segundo e terceiro séculos EC, citou o elogio de não-cristãos aos seguidores de Jesus: ‘Observai o amor que eles têm entre si e a disposição de morrer uns pelos outros.’

De fato, o apóstolo João escreveu: “Nós temos a obrigação de entregar as nossas almas pelos nossos irmãos.” (1 João 3:16) Jesus até mesmo ensinou seus seguidores a amar seus inimigos. (Mateus 5:43-45) O que acontece quando as pessoas realmente amam o próximo como Jesus as ensinou?

Certo professor de Ciências Políticas evidentemente pensou nisso. Portanto, perguntou, conforme publicado na revista The Christian Century: “Poderia alguém seriamente conceber Jesus atirando granadas de mão sobre seus inimigos, empunhando uma metralhadora, manipulando um lança-chamas, jogando bombas nucleares ou lançando um ICBM que matasse ou aleijasse milhares de mães e crianças?”

Em resposta, o professor disse: “A pergunta é tão absurda que nem merece resposta.” Assim, ele levantou a questão: “Se Jesus não podia fazer isso e ser fiel a seu caráter, então, como podemos nós fazê-lo e ser fiéis a Ele?” Por conseguinte, não nos deve surpreender a postura de neutralidade dos primitivos seguidores de Jesus, bem documentada em muitos livros de História. Considere apenas dois exemplos.

A obra Our World Through the Ages (Nosso Mundo no Decurso das Eras), de N. Platt e M. J. Drummond, diz: “O comportamento dos cristãos era muito diferente do [comportamento] dos romanos. . . . Visto que Cristo havia pregado a paz, [os cristãos] recusavam-se a tornar-se soldados.” E The Decline and Fall of the Roman Empire (O Declínio e a Queda do Império Romano), de Edward Gibbon, declara: [Os cristãos primitivos] recusavam-se a tomar qualquer parte ativa na administração civil ou na defesa militar do império. . . . Era impossível que os cristãos, sem renunciarem a um dever mais sagrado, pudessem assumir a condição de soldados.”

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